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Analistas reafirmam pauta e sugerem encaminhamentos durante Plenária de Base

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A Assembleia Geral, que reúne todos os cargos da categoria, será realizada de maneira virtual no dia 17 de novembro

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Na Plenária de Base dos analistas judiciários promovida nesta quarta-feira, dia 10, os participantes aprovaram uma série de sugestões relacionadas a valorização da carreira. Assim como nas demais plenárias já realizadas, os participantes sugeriram atualizações na pauta de reivindicações de 2021, após as considerações sobre a conjuntura, feitas pelo economista do Dieese, Luiz Moura, e pelo coordenador geral do Sindijus, Jones Ribeiro.

Encaminhamentos aprovados

Durante a Plenária, foi realizada a leitura de todos os itens da pauta de reivindicações 2020 dos servidores efetivos do TJ, que foi ratificada pela plenária. Em seguida, os participantes aprovaram os seguintes encaminhamentos:

1. Solicitar que o TJSE cesse a precarização dos cargos de analistas judiciários com a política de peritos e denunciar o fato aos órgãos de controle, caso o Tribunal persista;

Além disso, os analistas presentes aproveitaram a oportunidade para pautar temas que no entram na pauta de reivindicações, mas que são igualmente importantes. O primeiro deles foi a contratação de assessoria especialista em saúde do trabalho do Judiciário, com vistas a realização de um estudo sobre os dados de saúde dos servidores do TJSE.

Também foi pautada a criação de um banco de dados sobre assédio moral no TJSE e a realização de um webinário sobre o tema. Sobre o webinário, o objetivo é acumular conhecimento sobre o tema, para que a fim de subsidiar futuras ações políticas por parte do Sindijus.

O que disseram os analistas?

“Com relação aos encaminhamentos que havíamos dado na reunião anterior, penso que é preciso a gente encontrar um caminho para onde levar essas reivindicações quanto a revogação daquela portaria, que se referem em alguns atos administrativos à metas que nós, analistas de Serviço Social e Psicologia, temos que cumprir”, apontou a analista Denise Freitas. Para ela, para garantir a qualidade no atendimento, faz-se necessário que o TJ oferte a quantidade de profissionais para dar vazão ao volume de trabalho. “Fazer isso é garantir os direitos da população, especialmente de quem mais precisa”, afirmou.

O papel do Sindijus, na defesa da categoria, também foi lembrado durante a plenária. “Quero parabenizar a nossa entidade pelo ato, na terça-feira, feito na frente do Palácio da Justiça, deixando muito claro que o momento que o presidente do Tribunal de Justiça escolheu para sair de férias, apesar de ele ser um trabalhador do judiciário e ter esse direito, foi muito infeliz. Saiu sem nos dar respostas que temos repetidamente pedido. Parabenizo também o início dessa plenária, com os esclarecimentos do Luiz Moura, muito lúcido. Como sempre, existe verba para ser utilizada em prol dos servidores, não só dos magistrados. Ouvir que itens da cesta básica aumentaram mais de 80%, isso é doloroso. Porque a nossa luta não é só por nós, mas a favor da população”, lembrou a coordenadora de Mulheres, LGBTI e Políticas Sociais do Sindijus, Sonale Ramos.

A posição estratégica da negociação política nas conquistas da categoria foi ressaltado pela coordenadora Analice Soares. “Quando se fala em acessar as instituições que fazem parte da superestrutura, que estão aqui a um serviço claro de manutenção do status quo, é algo a se pensar. É claro que com a correlação de forças, às vezes, o trabalhador consegue algumas conquistas dentro dessas instâncias, mas o que eu defendo sempre é o caminho da política. Os avanços que tivemos foi através da negociação política. Porque o terreno nosso, do trabalhador, é a organização do nosso coletivo. Nosso terreno é o chão da luta, é onde direcionamos as nossas ações. Quando adentramos nessas instituições, muitas vezes terceirizamos as decisões exatamente para quem representa os nossos opressores. Então, temos que ter muita clareza e fazer as avaliações necessárias”, avaliou Analice Soares, coordenadora de de Cultura e Lazer do Sindijus.