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Campanha salarial: carreira e negociação com próxima gestão são defendidas no Pleno do TJSE

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A Lei complementar n° 173/2020 não proíbe a evolução de letras e triênios dos servidores. Essa é a posição do Sindijus e, agora, do Des. Cezário Siqueira Neto, que também divergiu do Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Osório Ramos Filho, por não levar o tema da revisão salarial ao Tribunal Pleno, no dia 27.01. Ainda na sessão, o Des. Ricardo Múcio defendeu que a carreira e a discussão sobre a inflação fossem retomadas com o próximo Presidente do órgão, Des. Edson Ulisses, a partir do dia 1º de fevereiro.

Por determinação de Osório, que negou o direito de fala aos representantes dos trabalhadores na sessão plenária, o coordenador geral do sindicato, Jones Ribeiro, foi mero espectador do encontro.

As manifestações de Ricardo Múcio e Cezário Siqueira se deram logo após o presidente do TJSE, Osório Ramos Filho, informar que levou a Pleno sua decisão particular - de congelar os salários dos servidores e negar o inteiro teor da pauta de reivindicações da categoria - apenas a título de comunicação. “Eu não encaminhei ao pleno, nem vou encaminhar ao pleno nenhuma proposta de reajuste”, declarou o presidente do TJSE.

Sobre a carreira dos trabalhadores, o Desembargador Cezário disse “Estas leis que preveem o avanço de letras, de níveis são anteriores à 173, então não vejo nenhuma proibição ao pagamento dessas vantagens imediatamente”.

“Acho que estas questões devem ser decididas pelo Pleno. Até porque quando se decide que vai enviar o Projeto de Lei para a Assembleia [Legislativa de Sergipe] para o reajuste, isso é uma decisão do pleno, não é só do presidente. Eu entendo que quando não se vai fazer isso, deve ser discutido e decidido também pelo Pleno”, também avaliou Cezário Siqueira.

Já o Desembargador Ricardo Múcio, ao opinar sobre a continuidade das tratativas com o Desembargador Edson Ulisses disse “Dr. Osório apenas fez uma comunicação pessoal, mas que também não interfere dessa impossibilidade como uma coisa segura. Na segunda ou na terça feira, o Dr. Edson poderá fazer um novo entendimento, claro, com a autorização do Pleno”, pontuou o desembargador.

“O final da gestão Osório Ramos Filho à frente do TJ foi uma tragédia para os servidores, diante do corte da carreira e do congelamento dos salários e, ao que parece, não conseguiu convencer sequer os outros desembargadores com sua decisão. A diretoria do Sindijus está aberta ao diálogo com o Desembargador Edson Ulisses, que já assume com a responsabilidade de corrigir essa injustiça histórica cometida contra os servidores”, defendeu Jones Ribeiro.

A diretoria do Sindijus buscará o Desembargador Edson Ulisses para marcar reunião e apresentar a pauta de reivindicações dos trabalhadores, que foi completamente abandonada pelo atual Presidente do TJ.

 

 

Campanha salarial: carreira e negociação com próxima gestão defendidas no Pleno do TJSE

 

A Lei complementar n° 173/2020 não proíbe a evolução de letras e triênios dos servidores. Essa é a posição do Sindijus e, agora, do Des. Cezário Siqueira Neto, que também divergiu do Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Osório Ramos Filho, por não levar o tema da revisão salarial ao Tribunal Pleno, no dia 27.01. Ainda na sessão, o Des. Ricardo Múcio defendeu que a carreira e a discussão sobre a inflação fossem retomadas com o próximo Presidente do órgão, Des. Edson Ulisses, a partir do dia 1º de fevereiro.

Por determinação de Osório, que negou o direito de fala aos representantes dos trabalhadores na sessão plenária, o coordenador geral do sindicato, Jones Ribeiro, foi mero espectador do encontro.

As manifestações de Ricardo Múcio e Cezário Siqueira se deram logo após o presidente do TJSE, Osório Ramos Filho, informar que levou a Pleno sua decisão particular - de congelar os salários dos servidores e negar o inteiro teor da pauta de reivindicações da categoria - apenas a título de comunicação. “Eu não encaminhei ao pleno, nem vou encaminhar ao pleno nenhuma proposta de reajuste”, declarou o presidente do TJSE.

Sobre a carreira dos trabalhadores, o Desembargador Cezário disse “Estas leis que preveem o avanço de letras, de níveis são anteriores à 173, então não vejo nenhuma proibição ao pagamento dessas vantagens imediatamente”.

“Acho que estas questões devem ser decididas pelo Pleno. Até porque quando se decide que vai enviar o Projeto de Lei para a Assembleia [Legislativa de Sergipe] para o reajuste, isso é uma decisão do pleno, não é só do presidente. Eu entendo que quando não se vai fazer isso, deve ser discutido e decidido também pelo Pleno”, também avaliou Cezário Siqueira.

Já o Desembargador Ricardo Múcio, ao opinar sobre a continuidade das tratativas com o Desembargador Edson Ulisses disse “Dr. Osório apenas fez uma comunicação pessoal, mas que também não interfere dessa impossibilidade como uma coisa segura. Na segunda ou na terça feira, o Dr. Edson poderá fazer um novo entendimento, claro, com a autorização do Pleno”, pontuou o desembargador.

“O final da gestão Osório Ramos Filho à frente do TJ foi uma tragédia para os servidores, diante do corte da carreira e do congelamento dos salários e, ao que parece, não conseguiu convencer sequer os outros desembargadores com sua decisão. A diretoria do Sindijus está aberta ao diálogo com o Desembargador Edson Ulisses, que já assume com a responsabilidade de corrigir essa injustiça histórica cometida contra os servidores”, defendeu Jones Ribeiro.

A diretoria do Sindijus buscará o Desembargador Edson Ulisses para marcar reunião e apresentar a pauta de reivindicações dos trabalhadores, que foi completamente abandonada pelo atual Presidente do TJ.