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Em assembleia, trabalhadores do TJSE reafirmam exigência de reajustes obrigatórios

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FOTO DA ASSEMBLEIA 2Na tarde da terça, 4, trabalhadoras e trabalhadores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) reuniram-se em Assembleia Geral e decidiram cobrar do presidente do tribunal na próxima reunião, no mínimo, a revisão inflacionária integral das reivindicações obrigatórias: vencimento base, auxílios e indenização de transporte. Também aprovaram o reajuste da UNIMED em 13%.

De início foram dados informes sobre a movimentação do sindicato desde a última assembleia geral, realizada no dia 18 de dezembro, relacionados à campanha salarial e à luta na Assembleia Legislativa (Alese) contra a aprovação do projeto de lei do governador Belivaldo Chagas, que desmantelou a previdência estadual e prejudicou servidores públicos da ativa e aposentados.

Em relação às negociações com a Presidência, que terão continuidade na reunião marcada para o dia 12 de fevereiro, a categoria decidiu continuar exigindo no mínimo a reposição inflacionária integral nos reajustes obrigatórios. Para equiparar, ao menos, à inflação, é necessário o reajuste de 1% no salário base e o percentual de 4,48% nos auxílios alimentação e saúde.

Também foi aprovada a necessidade de reajustar o valor da indenização de transporte pagas aos oficiais de justiça e executores de mandados e consensuar com o aumento de 1% nas ações de treinamento. Também foi aprovado exigir do presidente Osório Ramos Filho o cumprimento da promessa de dar continuidade às negociações, avançando nos demais pontos da pauta para, assim, efetivamente ampliar direitos e valorizar a carreira dos servidores.

Além disso, foi aprovada a proposta de que incluir no planejamento do sindicato ações que visem promover a saúde dos filiados, a exemplo de um clube de corrida e realização de uma corrida, entre outros projetos.

O servidor e dirigente do Sindijus Jones Ribeiro, abordando as finanças do tribunal, afirmou que "o orçamento do TJSE se baseia na receita corrente líquida do estado de Sergipe, que em 2019 teve crescimento de 9,25%, acima da inflação. Para 2020, o orçamento do tribunal é de R$ 618.335.796,00, sendo R$ 539.295.796,00 do tesouro e R$ 79.040.000,00 do FERD. Vale lembrar que, ano passado, o FERD já arrecadou acima disso, cerca de R$ 80 milhões, e este ano o pleno já atualizou o valor das custas e emolumentos de acordo com o INPC, em 4,48%. Ou seja, o horizonte é de crescimento das receitas, o que permite discutir a valorização dos trabalhadores que constroem o melhor judiciário do país".

Durante os debates, alguns servidores se manifestaram questionando os supersalários dos desembargadores e as gratificações de acúmulo de acervo que recentemente repercutiram na imprensa nacional e local. Foi observado também que tribunal a toda hora confirma que tem dinheiro. Os servidores também defenderam a exigência de avanços na próxima reunião em relação às revisões inflacionárias obrigatórias e que sejam marcadas outras rodadas para continuar a negociação da pauta da categoria, conforme prometido pelo presidente.

Para o coordenador, Vagner Nascimento, “o que foi decidido em assembleia é que a categoria que amargura 7% de perdas salariais históricas não aceitará mais 1% de perda no salário base e que os auxílios não sejam reajustados. Portanto, a expectativa para a reunião do dia 12 é que o presidente Osório Ramos Filho anuncie no mínimo o cumprimento da legislação e mantenha a palavra de que irá continuar as discussões dos demais pontos de pauta”.

 

Unimed

Em relação à Unimed, inicialmente o dirigente Alexandre Rollemberg expôs os dados da auditoria da empresa Auditech, que constatou uma alta taxa de sinistralidade e das tratativas das reuniões com a Unimed.

A última reunião aconteceu na quinta (30), na qual a Unimed concordou com a proposta apresentada pela direção do sindicato, a partir da análise da assessoria técnica, de reajustar em 13% as mensalidades e coparticipações, bem como a alteração da data base do contrato para o mesmo de janeiro.

Diante desse cenário, a categoria aprovou o reajuste de 13% as mensalidades e coparticipações do plano de saúde, alterando a data base para janeiro, bem como os valores retroativos referentes aos meses de janeiro e fevereiro serão aplicados nos meses de março e abril, respectivamente. Sendo assim, o próximo aumento acontecerá somente em janeiro 2021.

A negociação dos reajustes do plano da Unimed é uma das atribuições que possuem impacto na vida dos sindicalizados, pois é uma carteira que possui mais de 3.000 vidas, entre servidores e seus dependentes. “Diante dessa importância, esse ano contratamos empresa técnica para nos assessorar bem como fizemos o debate coletivo em duas assembleias explicando o cenário de alerta em razão da alta sinistralidade e da necessidade de termos um plano viável com o menor reajuste possível como foi aprovado hoje”, explica o coordenador, Alexandre Rollembeg.

Outras informações e encaminhamentos anteriores em relação à Unimed podem ser lidos na matéria ‘Assembleia dos servidores debate Unimed e expectativas para próxima reunião no TJ’.