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Servidoras do TJ são contaminadas pela covid-19 após retorno aos trabalhos presenciais

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malhador parte interna

Duas servidoras do Tribunal de Justiça de Sergipe lotadas na Comarca de Malhador foram contaminadas pela covid-19 após o retorno aos trabalhos presenciais no dia 3 de agosto, em cumprimento à determinação da presidência do TJSE.

Desde o primeiro anúncio sobre retorno do regime presencial pela gestão do TJ, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus) buscou alertar para os riscos a que os servidores estariam expostos, considerando a gravidade da pandemia no estado naquele momento.

E, como se pode perceber em algumas fotografias enviadas por servidores ao sindicato e publicadas nessa matéria, o fórum de Malhador apresenta uma série de problemas estruturais que colocam os trabalhadores em condições insalubres, o oposto do que estabelecem órgãos e autoridades públicas nacionais e internacionais de saúde e vigilância sanitária.

A realidade enfrentada pelos servidores e servidoras de Malhador confirma o que o Sindijus vinha ressaltando: a ausência de condições sanitárias seguras para a preservação das vidas dos trabalhadores do TJ e da população que utiliza os serviços do Judiciário”, denuncia Alexandre Rollemberg, coordenador do Sindijus.

Vale ressaltar que, mesmo tendo duas das suas trabalhadoras contraído a doença, o fórum não foi desinfectado, as atividades não foram suspensas e a gestão do TJSE não fez contato com os demais servidores da Comarca de Malhador e nem buscou os infectados para saber a situação do seu quadro de saúde.

Para Sara do Ó, coordenadora-geral do Sindijus, “é lamentável essa postura do Tribunal, praticamente abandonando duas servidoras que precisavam de atenção e cuidado, como se nada tivesse acontecido, evidenciando que, de fato, apenas algumas vidas parecem importar para a gestão do TJ”.

A dirigente sindical lembra também que enquanto as servidoras foram obrigadas a ir ao fórum e se contaminaram, a juíza da Comarca de Malhador não compareceu após determinação para retorno às atividades presenciais. “Como denunciamos, a Portaria nº 62/2020 foi seletiva ao expor apenas trabalhadores aos riscos de contaminação pelo novo coronavírus, enquanto desobrigou magistrados da mesma determinação. O que esse fato de Malhador ilustra é que a gestão do Tribunal tem, portanto, inteira responsabilidade na contaminação dos servidores”, ressalta Sara.

Para a diretoria do Sindijus, o negativo exemplo de Malhador não deixa dúvidas sobre a importância da Greve Sanitária como uma mobilização coletiva em defesa da vida dos trabalhadores, das suas famílias e da população sergipana.

Nesse sentido, sobre a situação específica de Malhador, o Sindijus encaminhou ofício à presidência do TJSE solicitando a suspensão dos trabalhos presenciais no Fórum, para que seja realizada desinfecção e obras necessárias para que nenhum servidor seja exposto.

Além disso, o sindicato reivindica que o presidente do TJSE, desembargador Osório Ramos Filho, abra canal de diálogo para a criação de um protocolo de retorno com mais segurança e em momento prudente.

Leia aqui o Ofício enviado pelo Sindijus e confira abaixo algumas imagens enviadas por servidores de Malhador

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