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Sindijus cobra ao presidente do TJSE reunião para iniciar a negociação

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Janeiro é a data-base dos servidores efetivos do órgão. Projetos aprovados pela Alese, em dezembro, são suficientes para bancar reivindicações salariais

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Na última sexta-feira (07), a direção do Sindijus protocolou, no gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), ofício cobrando a realização de reunião para negociação da pauta da categoria. Desde meados do ano passado o presidente do órgão, desembargador Edson Ulisses, tem ignorado os pedidos de reunião. Além disso, a entidade enfatizou que janeiro é o mês da data-base dos servidores efetivos do Judiciário sergipano, o que torna a reunião ainda mais urgente.

“É imperativo que a conversa com presidente ocorra o mais rápido possível. A nossa última reunião foi em julho. De lá para cá, enviamos quatro ofícios à presidência, através dos quais solicitamos a marcação de reunião, continuidade das negociações ou mesmo fazendo tentativas de tentando abordar alguns pontos específicos do interesse dos servidores. Mas não houve resposta”, explicou a coordenadora geral do Sindijus, Sara do Ó.

Além disso, por inúmeras vezes diretores desta entidade sindical estiveram na Presidência do TJSE, tentando viabilizar a realização de uma nova reunião ou até mesmo de um contato com o Edson Ulisses. “Não obtivemos sucesso, exceto por uma breve conversa informal no dia 13 de dezembro”, observou Sara.

No ofício, o sindicato informa que sobre o ponto principal da pauta de reivindicações, que é a revisão salarial, há atualizações, pois o IBGE já divulgou a prévia da inflação de 2021: 10,42%. Com isso, a perda salarial dos servidores efetivos do TJSE, só nos últimos dois anos, é de cerca de 13% no vencimento básico e de 16% nos auxílios saúde e alimentação.

Apesar desse cenário de elevada inflação, ocorreu a aprovação, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), de dois projetos de lei que viabilizam o cumprimento da data-base da categoria. O primeiro foi o Projeto de Lei n° 319/2021 (hoje Lei Ordinária estadual n° 8.943/2021), que tratou das custas judiciais e tem impacto no FERD; o outro foi o orçamento do Tribunal para o exercício fiscal 2022, com um acréscimo de cerca de R$ 41 milhões para os cofres do órgão.

“Essa cifra é suficiente para cumprir a Constituição Federal, de modo a assegurar a integralidade da revisão geral anual dos salários dos trabalhadores efetivos do TJSE. Com base em tudo isso é que solicitamos a marcação imediata de uma reunião, para negociar a nossa pauta”, concluiu a coordenadora geral do Sindijus.

:: Confira o Ofício 

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